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No ano em que a SIC comemora os seus 20 anos de existência, e tal como a estação o está a fazer nos programas "Querida Júlia", "Boa Tarde", "É-Especial" e "Gosto Disto!", também aqui no SIC Blog será relembrada a programação da SIC ao longo destes 20 anos que... "Crescemos Juntos!".
Amo-te Teresa foi um
telefilme português feito pela SIC no ano 2000, do género drama, realizado por Ricardo Espírito Santo e Cristina Boavida. Foi o primeiro género de ficção de cinema na SIC e alcançou um tremendo sucesso para o canal e para os próprios atores que nele participaram.
Elenco
Ana Padrão.... Teresa
Diogo Morgado.... Miguel
Maria João Abreu.... Paula
Marcantonio Del Carlo....
Mário
José Wallenstein....
Victor
Isabel de Castro.... Cândida
Sinde Filipe.... Dr. Manuel
Margarida Vila-Nova....
Sandra
História do Telefilme
Teresa (Ana Padrão) é uma mulher de 35 anos que tem a profissão de médica.
Depois de uma vida amorosa frustrada, decide deixar Lisboa e regressar à sua
terra natal, de onde guarda muito ressentimento face ao tratamento que a sua
mãe recebeu lá.
Quando está a chegar, um avião telecomandado
embate contra o vidro do seu carro e quase que se tem um despiste. Teresa sai
do carro, furiosa, e um rapaz de 15 anos de uma beleza invulgar (Diogo Morgado) vem ter com ela pedindo
desculpa. Têm uma pequena discussão, mas logo nasce uma atracção entre ambos.
Paula (Maria João Abreu) é
uma das suas melhores amigas de infância e Teresa instala-se na casa em frente
à da amiga. Quando chega, vai visitá-la e ambas conversam. Paula conta que tem
dois filhos. Nesse momento, entra o rapaz cujo o avião telecomandado embateu
contra o carro de Teresa e Paula apresenta-o como sendo o seu filho mais velho,
Miguel. Teresa fica constrangida e é convidada a jantar. Durante o jantar, o
pai de Miguel descobre que o avião telecomandado do filho está avariado e
Miguel mente dizendo que o avião caiu, Teresa omite que o avião foi contra o
seu carro e pergunta-lhe factos sobre o avião.
Teresa começa a trabalhar no centro de saúde
da vila e é eleita a médica preferida pela população. Dr. Manuel (Sinde Filipe) fica indignado por uma
médica com o prestígio de Teresa vir trabalhar para um centro de saúde de uma
vila, enquanto tem a oportunidade de trabalhar na capital.
O tio de Miguel, o galante Mário (Marcantonio Del Carlo),
que é o seu professor de matemática igualmente, detesta o sobrinho e tem o
hábito que o repreender nas aulas por o rapaz estar a desenhar. Quando vê
Teresa, Mário tenta seduzi-la. Mas a médica recusa-o.
Numa conversa com Teresa, Paula diz que
Miguel está doente e que seria bom que Teresa o fosse visitar como médica. Ela
aceita e vai visitar o rapaz ao quarto. A atracção entre ambos cresce e Teresa
descobre que Miguel desenha e elogia o trabalho dele.
Depois de o auscultar, Miguel beija Teresa.
São interrompidos por alguém que bate à porta. Paula entra a perguntar como
Miguel está, mas Teresa sai a correr.
Na escola de Miguel, há uma rapariga chamada
Sandra (Margarida Vila-Nova)
que gosta dele. Paula diz a Teresa para perguntar ao Miguel por ela, pois
desconfia que ambos namorem. Teresa fica com ciúmes e quando vai ao café, vê
Miguel a jogar bilhar com Sandra a ler-lhe o horóscopo e a sorrir para ele. Sai
do café, furiosa. Está a chover muito e esquece-se do guarda-chuva. Miguel
leva-o e vai atrás dela. Miguel vai a casa de Teresa e ambos discutem por causa
de Sandra. O adolescente garante que não tem nada com ela e nem quer ter, beija
Teresa e ambos fazem amor.
Mesmo sabendo que Miguel é apenas um rapaz de
15 anos, Teresa inicia um caso amoroso secreto com ele.
Depois da chegada de Victor (José Wallenstein),
um amigo de longa data de Teresa, à vila, Miguel fica com ciúmes dele e discute
com Teresa. Ela diz-lhe que não vai aguentar cenas de ciúmes e que a porta da
rua está aberta. Miguel confessa que apenas tem medo de a perder e ambos acabam
por fazer amor.
No dia seguinte, na parede frontal da igreja
está escrito a letras vermelhas "Amo-te Teresa". A população fica
chocada com aquele acto de vandalismo.
Cândida (Isabel de Castro), avó de Miguel e mãe de
Paula, nunca gostou de Teresa e quando limpa o quarto do neto, descobre uns
desenhos que ele fez de Teresa nua numa cama. Mais tarde, fala com a filha
sobre isso e mostra-lhe os desenhos. Paula não percebe o que a mãe lhe tenta
dizer e comenta o que irá Teresa pensar quando descobrir. A mãe diz-lhe que
Miguel e Teresa têm um caso e que os desenhos o provam. Paula não acredita e
vai perguntar a Teresa, que fica assombrada mas mente-lhe dizendo que não.
À noite, Paula vai a casa de Teresa e
encontra Miguel abraçado a Teresa no sofá. Paula entra em histeria e acusa a
amiga se ser falsa, mentirosa e de manipular o seu filho. Corre para rua a
gritar que Teresa é uma puta e que desencaminhou o seu filho. Toda a vizinhança
a ouve e a população nos dias seguintes inicia um protesto para expulsarem
Teresa da vila, acusando-a de ser pedófila e mentem dizendo que ela sempre foi
má médica. Miguel é trancado em casa pelos pais e todos os seus desenhos de
Teresa são queimados por Cândida.
Um dia quando está na escola, numa sala de
aula, Miguel vê o carro de Teresa parar à frente dela. Pede a Mário para ir à
casa-de-banho e vai ter com ela. Através da janela, o tio e os alunos vêem
tudo. Teresa leva Miguel para o local onde se conheceram e ambos conversam.
Miguel percebe que Teresa vai regressar a Lisboa e que o foi buscar para se
despedir. A médica mente-lhe e diz que vai ficar.
No dia seguinte de manhã, Teresa parte para
Lisboa. João, o irmão mais novo de Miguel, avisa-o que ela se está a ir embora
e o rapaz vai atrás dela de bicicleta, mas acaba por a perder de vista.
No seu apartamento em Lisboa, Teresa tenta
contactar Miguel mas das duas vezes que liga é Paula e Cândida que lhe atendem
o telefone. Pensa em Miguel e nos momentos que passaram juntos. Quando está a
tomar café com Victor, este entrega-lhe a chave de uma casa no Alentejo para o
caso de ela querer tirar umas férias. Á noite, enquanto chove, Teresa
recorda-se da primeira noite com Miguel e vai à varanda. A olhar para ela na rua,
está Miguel com uma mochila às costas. Passam a noite juntos e partem para a
casa no Alentejo.
A polícia vai atrás de Miguel. Encontram-nos
na cama. Miguel é enviado para casa e Teresa é presa e levada a julgamento por
abuso sexual de menores de 16 anos e rapto. É condenada a 3 anos de prisão.
Um ano depois, durante uma festa na vila,
Emília (Maria Emília Correia)
informa Cândida que Teresa vai ser libertada porque meteu um recurso. Cândida
avisa a filha da libertação de Teresa e avisa-a para ter cuidado com Miguel.
Paula diz que o filho já se deve ter esquecido. Mas a mãe diz-lhe que "o
Demónio é como Deus, tudo vê e tudo sabe."
Na última cena do telefilme, Teresa é
libertada da prisão e vê um avião telecomandado sobrevoar a prisão. Caminha
pela estrada em direcção à cidade, por detrás das árvores da vegetação surge
Miguel, agora com 16 anos. Teresa vai ter com ele e beijam-se. Como o rapaz já
tem 16 anos, já não a podem acusar de pedofilia.
Banda Sonora: A música "Asas Eléctricas" da banda portuguesa GNR foi a música principal da banda sonora do telefilme.
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