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O regresso do "Contra Informação", agora com o nome de "Contra Poder", à televisão é, simultaneamente, uma boa notícia e um sinal dos tempos. Uma boa notícia porque não há nada mais saudável para a Democracia do que sermos capazes de rir de nós próprios. E se o tempo está para risotas...
Com o atual estado de coisas no País, com a crise que esvazia os bolsos de quase todos, e que atira para a indignidade milhares de famílias que, até há bem pouco tempo, era de classe média, com o grau de disparate em que navega a vida política nacional, fazem falta a sátira política, a intervenção inteligente, a cobrança das promessas, a exposição ao ridículo.
Num país cada vez mais cinzento, é bom que regressem vozes não alinhadas, e fora dos padrões habituais do politicamente correto. Nos últimos anos, com o fim do 24 horas e com a lenta agonia, até à morte, do Contra Informação, Portugal passou a ser mais cinzento, exceção feita a alguns programas de humor que desafiaram a lógica das coisas e o comodismo instalado.
A estreia, já na próxima terça-feira, na SIC Notícias e na SIC Radical, do Contra Poder é, pois, espera-se, um travão nessa lenta decadência. Pelo menos, a avaliar pela amostra, que corre quase viral na Net, de um certo Relvas a cantar Grândola Vila Morena. Mas a sua nova vida, agora no cabo, é também um sinal dos tempos. A televisão generalista, sobretudo SIC e TVI, está tão empenhada na guerra de audiências minuto a minuto, que nem arrisca. Apenas dez minutos podem ser a morte do artista.
É triste, mas é verdade: não basta ser bom, tem é de ser líder.
Com o atual estado de coisas no País, com a crise que esvazia os bolsos de quase todos, e que atira para a indignidade milhares de famílias que, até há bem pouco tempo, era de classe média, com o grau de disparate em que navega a vida política nacional, fazem falta a sátira política, a intervenção inteligente, a cobrança das promessas, a exposição ao ridículo.
Num país cada vez mais cinzento, é bom que regressem vozes não alinhadas, e fora dos padrões habituais do politicamente correto. Nos últimos anos, com o fim do 24 horas e com a lenta agonia, até à morte, do Contra Informação, Portugal passou a ser mais cinzento, exceção feita a alguns programas de humor que desafiaram a lógica das coisas e o comodismo instalado.
A estreia, já na próxima terça-feira, na SIC Notícias e na SIC Radical, do Contra Poder é, pois, espera-se, um travão nessa lenta decadência. Pelo menos, a avaliar pela amostra, que corre quase viral na Net, de um certo Relvas a cantar Grândola Vila Morena. Mas a sua nova vida, agora no cabo, é também um sinal dos tempos. A televisão generalista, sobretudo SIC e TVI, está tão empenhada na guerra de audiências minuto a minuto, que nem arrisca. Apenas dez minutos podem ser a morte do artista.
É triste, mas é verdade: não basta ser bom, tem é de ser líder.
Autor: Nuno Azinheira em Diário de Noticias.
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Podia dar na generalista, acho que teria bons resultados e seria uma boa aposta para os sábados a noite, que estão muito murchos.
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