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RTP, SIC E TVI LIMITAM COBERTURA JORNALÍSTICA DAS AUTARQUICAS

quinta-feira, 12 de setembro de 2013


As três televisões de sinal aberto discordam dos termos exigidos pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) para a cobertura das autárquicas e planeiam seguir poucos concelhos, com a RTP a ponderar desistir do acompanhamento da campanha...

Na SIC, será feita uma "seleção de concelhos para garantir a lei", disse à Lusa o diretor de informação, Alcides Vieira. A mesma estratégia será seguida pela TVI, com uma "cobertura limitada", segundo o responsável pela informação, José Alberto Carvalho.

Já a RTP, alvo de duas queixas na CNE durante a pré-campanha para as eleições de 29 de setembro, "vai optar por se proteger em relação a essas possibilidades" e pondera "deixar de colocar candidatos no ar", disse à Lusa o diretor de informação, Paulo Ferreira.

A lei exige que todas as candidaturas tenham tratamento igual por parte dos órgãos de comunicação social. No caso destas eleições autárquicas, ao fazer-se, por exemplo, a cobertura da ação de campanha de um candidato a Sintra, é obrigatório fazer-se dos outros dez.

A SIC "não irá fazer a cobertura exaustiva das últimas eleições" porque "é humanamente impossível", considera Alcides Vieira.

José Alberto Carvalho da TVI, lembrou por seu lado que "só na semana passada ficou clarificada qual a lista de candidatos" e, por isso, o canal ainda está a "adequar-se a essa realidade. Há outras coisas importantes no país ao mesmo tempo, que têm a ver com a vida de todas as pessoas, independentemente dos concelhos onde vivem", disse, sublinhando que a TVI "não tem pessoas, nem equipamentos, nem tempo de antena para executar [a cobertura das eleições] da maneira pretendida".

Para o diretor de informação da TVI, a atual lei "condiciona a liberdade editorial, reconhecida em todas as circunstâncias, exceto em período eleitoral".

Esta opinião partilhada por Alcides Vieira (SIC), que considera esta lei "muito limitadora e condicionante da atividade [jornalística] em termos objetivos. Não deixa ao critério jornalístico a decisão do que é ou não relevante e lê de forma cega a realidade política e social", disse, sublinhando que a lei em questão "evita que se esclareça, em vez de garantir que se esclarece. Ao se querer incluir todos, corre-se o risco de não incluir nenhum", declarou Alcides Vieira. "Com esta lei não se faz nada ou limita-se os concelhos".

A SIC optou por limitar a cobertura das eleições a determinados concelhos, mas na RTP é possível, de acordo com o diretor de informação do canal estatal, "deixar de colocar candidatos no ar durante a campanha".

"A RTP, havendo esse risco jurídico e financeiro de multa, vai optar por se proteger em relação a essas possibilidades. E vai deixar de colocar candidatos no ar durante a campanha", admitiu Paulo Ferreira. O diretor de informação da RTP adiantou que o canal está "no terreno com reportagens em 20 concelhos, mais relevantes", e já teve duas queixas na CNE, a propósito dessa cobertura. 

Nas reportagens, a RTP, explicou, não ouviu todos os candidatos, mas o jornalista referiu quem eles são. "Se houver penalização da RTP numa cobertura que está a ser cuidada, tudo o que são ações de campanha tradicionais deixarão de aparecer na RTP. Não podemos correr o risco de, falando com um candidato num concelho, ter obrigatoriamente de falar com todos. Porque nem todos são notícia, nem todos têm ações de campanha todos os dias, e os critérios editoriais não podem ser completamente colocados de parte". Paulo Ferreira referiu que, na semana passada, "não colocando todos os candidatos a falar na peça, mas falando neles", a RTP perguntou à CNE "se esta forma estaria correta", mas até ao momento não obteve resposta.

A SIC optou, na fase de pré-campanha por emitir uma série de reportagens, com sondagens e sem candidatos, para fazer o retrato sociológico de 15 concelhos, considerados "mais relevantes". Para uma segunda fase, durante a campanha eleitoral, a SIC escolheu seguir 12 concelhos para "fazer caracterização da sua política e ouvir candidatos, estejam [estes] ou não em [ações de] campanha".

Quanto à TVI, irá "concentrar-se no essencial, que é o que diz respeito a todas as pessoas".
"Tudo o que tiver alcance nacional, que aconteça na campanha, faremos os possíveis para estar lá e difundir. Tudo o que for local, atendendo aos riscos legais que comporta e à incapacidade objetiva de nós o assegurarmos, nós não o faremos", adiantou José Alberto Carvalho. O responsável da TVI recordou que, "na verdade as autárquicas sempre se limitaram a meia dúzia de concelhos, porque não havia condições para seguir os 300 concelhos do país".

Fonte: Diário de Noticias

VEJA AS AUDIÊNCIAS DESTA QUARTA AO PORMENOR

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013


"JORNAIS" DA SIC NÃO VÃO SAIR PARA A RUA NOS PRÓXIMOS TEMPOS...

sexta-feira, 17 de agosto de 2012


Um acontecimento importante, o valor da notícia e a gestão de meios são razões que levam as estações a tirar os jornais do estúdio e a levá-los para a rua. A TVI foi o caso mais recente. No fim de semana passado, Judite Sousa apresentou o jornal no exterior da festa da estação privada.

Levar um bloco noticioso para o exterior não é decisão que se tome nem de um dia para o outro, nem por uma qualquer razão. A importância de uma notícia ou de um momento na atualidade sobre um determinado local é decisivo para que as direções de Informação dos canais optem por sair do "ambiente controlado" do estúdio e arrisquem ficar à mercê das condições exteriores.

Critérios que nortearam a informação da TVI a levar o Jornal das 8 aos areais de Portimão, no passado fim de semana, ou que levaram a RTP1, há um ano, a pôr o Telejornal - bem como a mesa do mesmo - a correr os caminhos de Portugal entre abril e junho de 2011, antes das eleições legislativas. A SIC, por seu turno, tem sido mais moderada nas saídas. "A SIC foi pioneira a fazer esses eventos fora do estúdio, sobretudo nos anos de 1990. Temos feito menos agora, não por razões financeiras mas porque consideramos que não tem havido eventos que o justifiquem", frisa Luís Marques, diretor-geral da SIC.

Os custos totais em torno de uma operação desta natureza, segundo adiantaram à nossa revista fontes conhedoras do meio, "podem atingir, em média, os dez mil euros". Montante que - asseveram - "tem em conta equipamentos, técnicos, carros de exteriores, deslocações, combustíveis e, por vezes, autorizações dos locais". Contudo, há quem advirta que, na maior parte dos casos, os canais contam "com apoios e parcerias", não sendo comum suportarem todos estes custos. Valores que acabam por ser variáveis e que oficialmente não são confirmados.

A operação que a TVI montou no último fim de semana na Praia da Rocha, onde decorreu a festa de verão do canal, revela José Alberto de Carvalho, "não foi muito cara". Isto porque "foram aproveitados os meios técnicos que já tinham sido colocados para fazer a cobertura da festa da TVI", explica o diretor de Informação de Queluz de Baixo. "Fazemos sempre essa ponderação quando estamos em exteriores". Já no ano passado, recorda o responsável, a TVI tinha rumado a sul, a Albufeira, para assinalar o período de férias e gozou de oportunidade parecida. Na ocasião, o Jornal dispôs dos meios técnicos alocados para a estreia de Canta Comigo, de Rita Pereira.

Este ano, a decisão de levar o jornal ao Algarve prendeu-se com o facto de se "tratar do mês de férias por excelência dos portugueses, de se tratar das primeiras férias com as novas regras, em que a crise se tem sentido mais e de a TVI estar onde as pessoas estão ou gostariam de estar", explica José Alberto Carvalho. Na calha, antecipa, estão mais duas saídas para breve, mas não antecipa os destinos.

Para José Alberto Carvalho, "cada saída deve ser avaliada caso a caso, quando consideramos que há um bom motivo, quando a notícia o justifica ou quando é importante sublinhar editorialmente um acontecimento".


A RTP, confrontada sobre a medida em que os cortes orçamentais limitam este tipo de iniciativas, Nuno Santos, diretor de Informação da estação pública, reage: "Em tempo de contenção, o rigor deve ser absoluto." Quanto aos critérios que levam a estação pública a sair de Lisboa, Santos defende que "devem estar relacionados fundamentalmente com o valor-notícia de um determinado acontecimento, por exemplo o 10.º aniversário do 11 de setembro". O diretor adianta: "Também considero legítimo no contexto de uma operação informativa especial. Sempre defendi que o jornal só deve sair do seu habitat natural em situações excecionais. Não pode ser banalizado."


A SIC não prevê saídas do estúdio para breve. O diretor-geral da SIC, Luís Marques, acrescenta: "Fazer um jornal fora de estúdio justifica-se em situações excecionais, eventos importantes ou a necessidade de colocar o jornal próximo do centro de um grande acontecimento."

Fonte: Noticias TV


SIC DEIXA IMAGENS DO TRÂNSITO PARA REDUZIR CUSTOS

terça-feira, 5 de junho de 2012


A SIC deixou de pagar à Estradas de Portugal o acesso às câmaras de trânsito instaladas em Lisboa. Estes equipamentos serviam de apoio aos noticiários da manhã e da tarde, disponibilizando imagens e informações sobre o tráfego automóvel na capital.

Na base da decisão está, entre outros motivos, "uma redução de custos", revela Alcides Vieira, director de Informação da SIC. Ao que parece, a empresa Estradas de Portugal cobra cerca de 10 mil euros mensais para disponibilizar as imagens. A este valor devem ainda ser acrescentados os custos de transporte do sinal.

Sem as imagens da Estradas de Portugal, a SIC optou por desenvolver um serviço de animação gráfico internamente, com recurso às informações recolhidas pela Info Portugal, uma empresa do grupo Impresa, que permite, na opinião de Alcides Vieira, "uma informação muito mais ampla e completa". Contactada, a TVI não faz comentários sobre as imagens que exibe no âmbito do serviço de trânsito. Contudo, há mais de um ano que a estação não tem helicóptero próprio para acompanhar o tráfego nas estradas. "Julgo que se prescindiu desse serviço por questões de verba", diz fonte do canal.

Já a RTP continua a exibir as imagens disponibilizadas pela Estradas de Portugal.

No que diz respeito ao Porto, o município da Invicta continua a disponibilizar gratuitamente às televisões as imagens das câmaras de trânsito instaladas na cidade, por considerar que está a prestar "um serviço público".

Fonte: Correio da Manhã



Reportagem DN: "O Mundo ao contrário dos pivôs da manhã"

domingo, 22 de janeiro de 2012


Como é a vida dos que trabalham enquanto nós dormimos? Dar as primeiras notícias do dia é tão cansativo como compensador. Na quinta-feira, dia 12, a NTV dividiu-se em três equipas para acompanhar, em simultâneo, as rotinas, os desafios, as alegrias e os percalços de João Tomé de Carvalho na RTP, João Moleira na SIC e Ana Sofia Cardoso e Frederico Mendes Oliveira na TVI. Entre as 04.00 e as 10.00, o sono deu lugar ao lufa-lufa dos diretos.

Portugal ainda dorme quando as equipas das manhãs da informação da RTP, SIC e TVI chegam às respetivas redações. O termómetro marca apenas seis graus. Ana Sofia Cardoso, pivô que substituiu Patrícia Matos na condução do Diário da Manhã, é a primeira a chegar a Queluz de Baixo. O frio que se faz sentir leva-a a cobrir o rosto com um lenço no percurso que faz do carro até ao edifício. Passam poucos minutos das quatro da manhã. "Como estou na minha primeira semana, tenho conseguido chegar às 04.00, mas não sei se vou conseguir manter a mesma rotina nos próximos tempos. Já me disseram que não", explica, entre risos.
Apenas três garrafas de água. Ao contrário do que acontece numa redação que vive o pulsar do mundo em plena luz do dia, a secretária onde João Tomé de Carvalho se prepara para conduzir Bom Dia Portugal está vazia de tudo. Sem o típico amontoado de papéis, sem as canetas que já não escrevem nem os pacotes de bolachas prontos a enganar a fome. O pivô das manhãs informativas da RTP chega ao estúdio minutos antes da carrinha que entrega a imprensa do dia. São 04.05, uma hora e 10 minutos depois de o despertador ter acordado o jornalista das suas sete horas de sono. "Deito-me por volta das 19.00, para ver se consigo dormir pelo menos essas sete horas", explicou à Notícias TV.
De mochila às costas e gorro na cabeça, Frederico Mendes Oliveira, pivô que faz dupla com Ana Sofia Cardoso, percorre os corredores labirínticos da TVI em direção à redação. "Bom dia a todos! Dormiram bem?", pergunta, bem-disposto. Para o jornalista, já um veterano nestas andanças, começar a trabalhar quando o Sol ainda nem nasceu já não é novidade. "Diz-se que com o hábito a coisa torna-se mais fácil, mas para mim cada dia é sempre como se fosse o primeiro", atira, enquanto se senta à secretária e tira o casaco.
A cinco quilómetros dali, em Carnaxide, João Moleira chega à SIC. São 04.30. A esta hora, a estação parece um deserto. O silêncio ensurdecedor dos corredores apenas contrasta com o passo apressado do pivô daEdição da Manhã. Bem desperto e cheio de energia, entra na estação a sorrir. "A esta hora é um instantinho. Vinte minutos e chega-se cá, é uma maravilha, não há trânsito", solta o jornalista de 34 anos residente em Alverca. Assim que chega à redação, despe o casaco e o cachecol. Por baixo, trás já vestido o fato completo que irá usar em direto para dar as primeiras notícias do dia, opção partilhada por João Tomé de Carvalho na RTP. "Já venho assim de casa. Se entrasse às 14.00, não fazia sentido. Assim é muito mais fácil e prático vir vestido de casa. O tempo passa tão depressa! Era uma perda de tempo trocar de sapatos e calças. Assim, chego e pareço logo uma pessoa respeitada", brinca João Moleira, entre risos, enquanto começa a ler os jornais do dia.
Entre o silêncio e a concentração
Na TVI, o ambiente é de total concentração e o silêncio é apenas quebrado pela conversa entre os dois coordenadores da edição. José Manuel Santos está a desenhar o alinhamento e solta: "Vamos ver o que aconteceu no país e no mundo". Por esta altura já chegaram à redação as três jornalistas que completam a equipa do Diário da Manhã.
Faltam duas horas para o direto. E porque o tempo urge, todos os minutos são importantes para preparar o início do direto. É por volta das cinco da manhã que a imprensa chega à redação de Queluz de Baixo. E é nessa altura que se discutem os temas a introduzir no alinhamento. "Podemos pôr aquela notícia do JN do aumento da lista de espera para as cirurgias", comenta Sérgio Furtado.
Já na estação pública, o silêncio é de ouro. Não por ainda ser de madrugada, mas porque o pivô, os cinco jornalistas e o coordenador do Bom Dia Portugal, Hélder Antunes, estão concentrados nas suas tarefas. "O período entre as 04.30 e as 06.00 é o mais complicado porque temos de estar lúcidos a essa hora e é difícil", admite Hélder Antunes. O coordenador assiste, assim que chega ao local, a todos os blocos informativos da RTP que foram para o ar na véspera. "E vou retirando desses jornais o que pode fazer atualidade no dia. Depois, junto isto ao que ouvi nas rádios a caminho de cá e ao que a imprensa traz nas primeiras páginas, dou instruções ao pivô, chamo os jornalistas um por um para distribuir o trabalho por áreas e vamos montando assim o programa, passo a passo", adianta, perante um João Tomé de Carvalho envolto na escrita dos pivôs.
Os momentos de silêncio são também apanágio em Carnaxide e contrastam com o debate de alinhamento e as conversas triviais. Junto a João Moleira está o coordenador Paulo Nogueira e uma jornalista. O pivô lê as "gordas" do DN e as do enquanto Nogueira solta um "temos a história da TDT hoje! Daqui a pouco já temos os jornalistas a marchar para Palmela". À medida que vão chegando outros elementos da equipa, técnicos na sua maioria, João Moleira aproveita para elaborar as entrevistas que irá conduzir aos convidados daEdição da Manhã. "A primeira coisa que faço é preparar as perguntas e inseri-las no tablet. Por falar nisso, tenho que ligá-lo!", conta Moleira, enquanto o seu coordenador agrupa as notícias e temáticas mais importantes do dia na Web, nas agências noticiosas e na agenda da SIC.
Deitar cedo e cedo erguer
05.10. O cheiro a café, pão e bolos começa a chegar à redação da TVI. É tempo de tomar o pequeno-almoço. Para Frederico, esta é a primeira refeição do dia. "Quero é pão e manteiga e café com leite", atira o pivô, que acrescenta: "A hora por que mais ansiamos é a do pequeno-almoço. Estou cheio de fome!", diz o jovem de 30 anos. Já Sofia prefere trazer comida de casa e é ela mesma quem a prepara. "Deixo as coisas todas prontas de véspera. Faço uma caixinha com fruta, preparo os iogurtes e faço umas sanduíches", diz, enquanto trinca uma sandes de queijo feita pela própria.
Contudo, há quem fuja à regra. João Tomé de Carvalho não toma o pequeno-almoço. "É um hábito meu", ri-se. Desde que se levanta e até à hora de almoço, o jornalista apenas bebe café, para se manter desperto a preparar os textos que, no direto, vai ler no teleponto. "Já escrevi metade dos pivôs", esclarece, ao mesmo tempo que aproveita para "esticar as pernas" até outra redação, àquela hora ainda vazia, onde os repórteres dos programas de atualidade não diários têm o seu lugar. Ao mesmo tempo, uma senhora da limpeza lava o chão. A música Everything's Gonna Be Alright, de Bob Marley, que sai de um pequeno rádio que tem no bolso da bata azul, ecoa pelos corredores.
Na SIC, ainda nem sinal de empregadas de limpeza, há dúvidas no ramo da saúde. "Podemos dizer médica otorrinolaringologista ou só otorrina?", questiona o pivô de Carnaxide, enquanto ilustra a sua mesa com um iogurte de cereais e outro, líquido, de frutos tropicais. A sua secretária está surpreendentemente organizada. Papéis, CD, cassetes, dossiers, todos eles arrumados. "Deixa lá ver no Google. Olha, no Brasil existe otorrina!", responde Paulo Nogueira. "No Brasil existe tudo", ri-se Moleira. A boa disposição a esta hora da manhã é facilmente explicável: o hábito.
"Mal de mim se não me tivesse já habituado a este ritmo (risos). Estou há sete anos a fazer este horário. Custa sempre acordar às 03.00, mas tem de ser", explica o jornalista. E nem nos fins de semana consegue acordar tarde. "08.00 no máximo", atira. Com um estilo de vida em que reina o ditado "deitar cedo e cego erguer", a vida social destes profissionais acaba por ficar para trás. "Durante a semana, não existe. Tenho a facilidade de não trabalhar ao fim de semana e aí tento compensar a vida social. Durante a semana não dá. Mas isso não é algo que me incomode", explica Moleira.
A conduzir o Diário das Manhã desde Maio, Frederico confessa que praticamente deixou de ter vida social. Jantares com amigos só em ocasiões muito especiais. "A vida social ficou completamente afetada. Tenho o ritmo contrário do das pessoas normais, estou em contra-ciclo. As saídas com amigos durante a semana acabaram. No fim de semana também estou condicionado porque são 21.00 e já estou com sono. Obviamente que abro uma exceção para os dias especiais. No dia seguinte um pouco mais de olheiras, mas nada que a maquilhagem não resolva", conta, enquanto se prepara para se ir vestir.
O horário destes pivôs "não é normal", mas no caso da RTP, é compensador. "Somos campeões de audiências e isso significa que o que estamos a fazer, estamos a fazer bem. Somos líderes desde o primeiro dia e ganhamos todos os minutos do programa", refere Tomé de Carvalho. Ainda assim, e mesmo depois de uma década à frente do Bom Dia Portugal, o jornalista confessa que viver ao contrário da maioria das pessoas "continua a ser muito cansativo". "São dez anos e sentimos o peso disso. Ao fazer este programa estou muito mais desgastado do que se estivesse a fazer um outro de apenas uma hora. São três horas e meia de emissão em direto - é o programa de informação com maior duração em Portugal - e neste horário", prossegue. Só aos fins de semana o jornalista afina por outro diapasão. "Sextas e sábados consigo mudar de ritmo e deito-me lá para as 23.00. É uma noitada do caraças", brinca.
Cabelos, roupa, maquilhagem...e até 'Casa dos Segredos'
Por volta das 05.30, e com o estômago reforçado e energias retemperadas, Ana Sofia Cardoso é a primeira a entrar no guarda-roupa. Enquanto isso, o colega da TVI que continua na redação a tomar o pequeno-almoço e a dar uma nova vista de olhos pelos jornais não resiste a comentar uma das manchetes do JN. "Oohh, a Susana da Casa dos Segredos não vai ser a cara do salão erótico", diz, gerando uma gargalhada da equipa. Curiosamente, na SIC comenta-se a mesma temática. "A Susana recusou-se a ir ao salão erótico? Mas depois tira fotografias nestas poses!", vai comentando João Moleira para a equipa, recebendo um riso geral. Junto à sua mesa, tem um plasma ligado na Sky News. Ora vai baixando, ora levantando o som, enquanto bate freneticamente as teclas do computador.
À mesma hora, João Tomé de Carvalho já está a ser maquilhado. Os cabelos, esses, ficam por sua conta: agarra uma escova, molha-a e passa-a pela cabeça. "Feito", balbucia. O regresso à redação acontece a passo mais acelerado. A menos de uma hora para entrar no ar, é tempo de dar os últimos toques no alinhamento. "Estamos a falar de quantas crianças?", pergunta o jornalista ao coordenador do Bom Dia Portugal. "Não sei, diz que duplicou, responde-lhe este. "Mas importas-te que queira saber o número exato?", prossegue o pivô. "Ó João, não interessa o número. Mete lá isso assim, se faz favor", grita Hélder Antunes, referindo-se à notícia sobre o número de crianças que foram dadas para adoção, na Grécia, durante o ano passado. Foi o único momento em que a troca de palavras se fez ouvir um pouco mais longe.
São quase seis da manhã. Na TVI, Ana Sofia Cardoso já está pronta e a escolha recai num vestido azul-marinho conjugado com sapatos de salto alto beges. Entretanto, a pivô segue para a sala de maquilhagem onde Frederico Mendes Oliveira se encontra a ajeitar a gravata em frente ao espelho. Passados alguns minutos, é a sua vez de saltar para a cadeira para ser penteado e maquilhado.
Pouco depois, em Carnaxide, João Moleira deixa a sala em tons de azul e laranja para ir ao bar, que acaba de abrir. São seis em ponto. "A esta hora há uma pequena romaria ao bar." Bem dito, bem feito. A D. Ana, do bar, já sabe de cor o que o jornalista quer. "É o costume, D. Ana. Quanto é que é? 1,10euro não é? Pois, aumentou o preço. Antes era 85 cêntimos", reclama o pivô. O costume é uma baguete com queijo e manteiga, mal cozida. João Moleira segue para a redação a cantarolar pelos corredores. "Passo a manhã a cantar, para não adormecer", explica. Já na secretária, a comer, relê as entrevistas. "Não percebo esta frase. Ou então estou bêbedo de sono. Ai, que preguiça", solta.
As palavras dão depois lugar à base e ao pó de arroz. Com os pés em cima do balcão, descontraído, consulta o telemóvel, enquanto a maquilhadora Carla se prepara para lhe disfarçar as profundas olheiras. E é tarefa difícil? "Não", ri-se a maquilhadora. "Ela só diz isso porque está habituada. Tenho olheiras fundas e grandes. É também porque muitas noites só durmo duas, três horas", explica o jornalista que está em Carnaxide desde a fundação da SIC Notícias, há onze anos.
Na TVI, a agitação é maior. Afinal, faltam apenas dez minutos para começar o direto. Entretanto, surge uma dúvida. "Como é que eu explico o que é uma catenária?", questiona Sofia. Em contagem decrescente, Frederico e Ana Sofia dizem um "até já" à restante equipa à medida que se dirigem para o estúdio. Antes disso, a pivô não se livra de um comentário à indumentária. "A Sofia hoje vem em versão espanhola", comenta um colega, que é brindado com um sorriso.
"Batem leve, levemente, como quem chama por mim. Será chuva, será gente. Gente não é certamente...", ouve-se na RTP. Faltam menos de cinco minutos para o Bom Dia Portugal entrar no ar e João Tomé de Carvalho faz um poético teste de voz. A maquilhadora passa-lhe um lenço pela testa, gesto que o próprio acabará por repetir em quase todos os momentos que não está no ar. De seguida, o pivô ajeita a gravata azul, sorri e... "Estamos no ar", ouve-se na regie. "A partir do momento em que começa o direto, é só uma questão de acertos pontuais e de ter atenção ao relógio por causa das entrevistas, o que nos pode obrigar a ter de tirar alguma peça ou acrescentar outra", explica o coordenador do programa.
Sentados lado a lado, os pivôs da TVI também já estão prontos para apresentar o primeiro noticiário do canal, transmitido em simultâneo na TVI24. José Manuel Santos dirige-se para a régie para dar algumas indicações à dupla através do auricular. E como quem canta seus males espanta, antes de entrar em direto Frederico solta um "Nossa, nossa... assim você me mata", citando o tema de Michel Télo.
3, 2, 1... Ação
06.30: A hora é a mesma, mas a notícia de abertura não. Na RTP, dão-se os bons dias com a TDT e o apagão do emissor analógico de Palmela. Em Queluz de Baixo, os pivôs iniciam o noticiário com o empate do Sporting frente à Oliveirense. Durante a exibição das peças, João Tomé de Carvalho vai imprimindo, em tempo real e numa impressora debaixo da sua mesa, os pivôs que vai ler a seguir, sublinhando-os. "Debaixo desta secretária é um mundo de fios", mostra à equipa de reportagem da Notícias TV. Na TVI, Sofia e Frederico combinam entre si quem arranca com a abertura do bloco informativo.
O coordenador das manhãs deste canal explica o motivo por que a estação não deu prioridade ao tema da TDT. "Temos de pensar a nível nacional. Se o apagão tivesse incidido sobre mais áreas do país, como estava inicialmente previsto, a nossa opção seria dar mais tempo ao assunto. Mas será que as pessoas do Porto estão interessadas em saber o que aconteceu num ponto específico do país?", justifica-nos.
Em Carnaxide, ainda falta meia hora para a emissão. Hora de ultimar pormenores. "Esta é a hora de organizar os jornais por ordem e ir à casa de banho. Ó pá, quem é que roubou o JN? É sempre a mesma coisa", atira João Moleira para a redação. Já lá vão duas horas de trabalho. Café, nem vê-lo. "Nenhum. Não bebo desde os 18 anos. Habituei-me, não gosto do sabor. Tenho uma máquina de café em casa que me foi oferecida e que já deve estar estragada, de quase nunca ter sido usada", afirma o jornalista.
Dez minutos para o direto. Moleira dirige-se para o cenário, situado no meio da redação. Dá uma espreitadela no Facebook do programa, alimentado em tempo real pela produção. Enquanto lhe colocam o auricular e se senta, atira um "Ora, cá estamos". A poucos metros, na régie, tudo a postos. É nesta sala que se concentram o grafismo, a ortografia e a sonoplastia. O contacto com João Moleira é constante. O direto está iminente. No ar em 3, 2, 1....
É apenas entre as 07.00 e as 08.00 que a emissão nos três generalistas se cruza. O arranque desta hora, desta vez, foi igual em todos: a TDT. Na RTP, os gráficos que mostram aos espectadores as zonas do país afetadas pelo apagão estão desfasadas da voz do pivô. "O que é que se passa? Acertem lá isso", grita na régie o coordenador Hélder Antunes, ao mesmo tempo que escreve em computador os rodapés que passam no ecrã.
Entretanto, na TVI surge um imprevisto. Os pivôs perdem a ligação estabelecida com o coordenador através do auricular. "Frederico, Sofia. Conseguem ouvir-me? É pá, eles não me ouvem", replica José Manuel Santos para a restante equipa que o acompanha na régie. Após alguns segundos, a é restabelecida e tudo volta à normalidade.
Também em Carnaxide há percalços. As ligações ao exteriores, com repórteres em direto no Pinhal Novo, Sesimbra e Palmela, traz algumas complicações. "A estação do Pinhal Novo está fechada? Ele que tente outro sítio. Um café qualquer que esteja aberto", alerta Paulo Nogueira. Também em Sesimbra, a repórter destacada questionava-se sobre a melhor opção: "Não sei qual o melhor sítio. Um café? Uma casa? A Junta? Na rua? Não conheço Sesimbra, não sei onde as pessoas se juntam". E, enquanto na SIC os jornalistas questionam as suas posições, a repórter Laura Santos sai da RTP em direção a Alenquer. Não tirou o casaco desde que chegou à redação, duas horas antes. "A máquina está mais do que oleada. Toda a gente sabe o que tem de fazer. É sempre tudo muito calmo e sem confusões. Esta é inimiga do esclarecimento e as pessoas esclarecidas vão directamente àquilo que importa", esclarece Hélder Antunes.
Por esta hora, a redação do canal público vai-se compondo com a chegada de mais jornalistas, entre eles, Carla Trafaria. Nas semanas em que não conduz o Bom Dia Portugal, em alternancia com Tomé de Carvalho, a mulher do jornalista apresenta o bloco noticioso das 10.00 na RTP Informação. Já na TVI, fala-se sobre o almoço de boas vindas a Ana Sofia Cardoso à equipa do Diário da Manhã. Trabalhando numa hora em que só se têm uns aos outros, estas equipas pequenas mantêm laços mais estreitos. "Temos laços fortes de amizade. Vamos almoçar juntos e sair à noite. A Raquel e a Maria [jornalistas] até já são conhecidas aqui como as Moleirettes (risos). Damo-nos todos muito bem", frisa o jornalista, que dá as notícias em dose dupla, também na SIC Notícias.
O que os une e os distingue
Ao longo da emissão, levam-se convidados ao estúdio. Fala-se de Alberto João Jardim, das Scut, de Cavaco Silva ou de Carlos Cruz. "Não vai haver meteorologia. Não há tempo para o tempo", diz o coordenador do bloco da RTP para o pivô. Mas, afinal, o que é que distingue a informação dos três canais generalistas? "Se o público nos escolhe, alguma diferença teremos e faremos. O truque é sensibilidade e bom senso. "O Bom Português, por exemplo, é uma mais-valia", responde João Tomé. Já Moleira, na SIC, explica que tem que ver com identidade. "A marca da SIC é a informação. Não se vê isso nos outros canais. Marca de reconhecimento, credibilidade", diz. O coordenador das manhãs da TVI frisa que "não nos preocupamos com aquilo que fazem nos outros canais. Temos é de fazer bem e olhar para a actualidade, para que nada fique por dizer. Neste horário, é muito importante dar as notícias sem nos alongarmos muito, porque as pessoas não estão sentadas a ver-nos. Estão a preparar-se para ir para o trabalho e na maioria dos casos apenas ouvem a nossa voz", afirma José Manuel Santos.
Pelas 10.00, Portugal já não dorme. Começa o dia de trabalho de muitos. E acaba o deles. João Tomé de Carvalho nunca se habituou ao impacto da luz do dia, quando deixa as instalações da RTP. "É horrível", diz, cerrando os olhos. Nas últimas três horas e meia, disse "Bom Dia Portugal" 15 vezes. João Moleira deixa a SIC e corre para o ginásio. Depois vai almoçar. "Às 11.45 já estou à porta do restaurante de sushi, a fazer pressão às senhoras para abrirem a porta e podermos comer (risos). Elas já sabem, quando batemos à porta àquela hora. 'Pronto, lá vêm estes'", ri-se o jornalista.

Maya nas manhãs da SIC, a partir de Setembro!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Maya antecederá Júlia Pinheiro nas manhãs da SIC
Ausente dos ecrãs desde que o Companhia das Manhãs terminou, a conhecida taróloga e relações públicas tem já um novo projeto em televisão, tal como confirma, em entrevista à revista Flash!.

“Sim, vou voltar a estar em direto, porque eu nunca deixei de estar na SIC”, afirmou Maya, acrescentando: “A televisão é uma montra e eu gosto muito de fazer televisão. Para qualquer figura em Portugal é necessário fazer televisão para ter mais trabalho, mais regalias. Agora sei perfeitamente que não sou eterna em televisão. Há-de haver uma altura em que deixo de estar no ecrã e passo para os bastidores para fazer produção, fazer autoria de programas e por isso já tenho uma produtora de televisão”, explicou.

Já a edição desta semana da revista TV 7 Dias adianta mais pormenores sobre este projeto. Ao que parece, irá para o ar de segunda a sexta-feira entre as 8h00 e as 9h00 e será adaptado de um original espanhol, ainda por conhecer. Todos os dias haverá um convidado em estúdio e Maya fará ainda as suas previsões astrais diárias.

Ainda sem nome conhecido, a estreia é já em Setembro e, com esta medida, é certo que o Edição da Manhã passará a durar menos tempo, faltando conhecer qual o formato que ocupará o horário entre o programa de Maya e o Querida Júlia.
A Televisão

'Tween Box' de regresso nas férias da Páscoa

sábado, 9 de abril de 2011

Segundo o canal de Carnaxide, o bloco noticioso das manhãs da SIC e da SIC Notícias será reduzido novamente. Isto, porque nesta segunda-feira iniciam-se as férias da Páscoa e o público-alvo nesse horário torna-se mais infantil. Até ao dia 25 de Abril, a "Edição" de João Moleira vai até às 08h30 na SIC generalista, continuando, até às 10h, apenas na SIC Notícias.

Júlia Pinheiro marcou presença na "Edição da Manhã"

quarta-feira, 2 de março de 2011

Edição da Manhã SIC/SIC Notícias em “Digressão”!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

sic notO bloco informativo matinal da SIC/SIC Notícias anda em “digressão” pelo país na semana em que o canal informativo de Carnaxide comemora 10 anos de existência e de sucessos. A primeira cidade a ser visitada foi o Porto e o “estúdio” foi montado na estação de comboios de S.Bento, como pode verificar nas imagens em cima!

Olhar a SIC - 5ª parte do dia 08/11/10

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

"Tween Box" voltou às manhãs da SIC, encurtando a "Edição da Manhã" na SIC generalista. João Moleira, em entrevista ao SIC Blog, rematou: "Naturalmente, que a promoção em antena ajudaria...". O que tens a dizer sobre a medida da direcção de programas da SIC?
Como disse e bem João Moleira, a promoção à “Edição da Manhã” ajudaria e muito, no entanto não é esse o objectivo da SIC. Na minha opinião, esta medida, neste momento, de encurtar o espaço informativo e colocar no ar “Tween Box” não está relacionada com os baixos resultados, nem com oferecer programação aos mais novos. Esta medida é apenas uma estratégia económica com vista a obter receitas, visto que estamos próximos do natal, ao ser introduzido na grelha este espaço, ele vai atrai os anunciantes e consequentemente vai existir mais publicidade de vários tipos, gerando assim mais lucros para a SIC.

VOLTAMOS PARA A SEMANA!

Sugestão SIC Blog

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Estela Machado, jornalista da RTP tem dado provas de que é uma grande pivô. Porque não reformular a Edição da Manhã e colocá-la na condução? João Moleira já merece melhor pelo esforço matinal.

Edição da Manhã: Grande subida em share

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Horário desvalorizado

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Este horário é super desvalorizado pela SIC. Falo do horário das 07h-10h, de segunda a sexta.

As audiências são muito más, mas apenas para a SIC e TVI. A RTP1 é líder incontestável e na passada sexta-feira alcançou 58.8% de share e quase 3 pontos de rating. O bloco informativo foi, por exemplo, mais visto que o Companhia das Manhãs, mais do que o Você na TV! da TVI e tão visto como o filme de sexta da SIC.
A SIC tem de crescer neste horário e para começar tem de haver mais divulgação deste espaço informativo. Se fosse por mim era todos os dias anunciado em horário nobre! E para existir uma ligação mais directa entre o telespectador e o jornal, deveria ser utilizado o estúdio e grafismo do Jornal da Noite.

Edição da Manhã sobe em share

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A TV Guia voltou a divulgar os dados dos blocos informativos da manhã. Embora o consumos seja praticamente nulo na SIC e TVI, a RTP tem mais 2% de rating. Na minha opinião, o problema é a falta de auto-promoção do espaço que conta com a apresentação de João Moleira.

Edição da Manhã regressa à SIC generalista

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Com o fim das férias escolares, a manhã informativa está de volta à SIC. João Moleira regressa para o informar logo pelas 7 da manhã até às 10 horas. Foi este espaço informativo que estreou a SIC Notícias. A melhor informação começa às 7 horas. Veja o video da estreia da SIC Notícias (abertura Edição da Manhã):


MARCAMOS O ARRANQUE DE CADA DIA: ÀS 07:00

COM: JÚLIA PINHEIRO E JOÃO PAULO RODRIGUES...

SIC LÍDER DO HORÁRIO NOBRE DESDE O INÍCIO DO ANO!

 
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