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LIA GAMA NA PRÓXIMA NOVELA DA SIC

sexta-feira, 5 de abril de 2013


Mais uma atriz está escalada para a nova telenovela portuguesa da SIC.

Lia Gama está de volta às novelas em (Ambição) e novamente na SIC, em mais uma história de Pedro Lopes em Horário Nobre.

A atriz ao longo da sua carreira tem trabalhado para os 3 canais de televisão nacionais, no entanto, nos últimos anos tem estado mais ligada à SIC, onde fez em 2010 a telenovela "Laços de Sangue" premiada internacionalmente com um Emmy de Melhor Telenovela do Ano.


Na TVI, Lia Gama entrou nas telenovelas "O Último Beijo" em 2002, "Ninguém como Tu" em 2005, "Morangos com Açúcar" em 2006, e "Fascínios" em 2007.

Para a RTP1, a atriz participou na telenovela "A Banqueira do Povo" em 1993, ou na série "O Processo dos Távoras" em 2001.

Na SIC, integrou os elencos das telenovelas "O Jogo" em 2004, "Podia Acabar o Mundo" em 2008, e "Laços de Sangue" em 2010.


Lia Gama junta-se a nomes como... Diana Chaves, Ângelo Rodrigues, Cláudia Vieira, Rogério Samora, Maria Emília Correia, Sandra Barata Belo, Diogo Morgado, Luciana Abreu, Cleia Almeida, Manuel Cavaco, Andreia Dinis, Inês Castel-Branco, Marco Delgado, Maria João Luís, Rita Blanco, Jorge Corrula, Débora Ghira, Ana Nave, Júlio César, Ângela Pinto, Márcia Breia, João Baptista, Teresa Macedo, Rui Unas, Victória Guerra, e Dânia Neto no elenco de (Ambição).


JOANA SANTOS, DA ASCENSÃO À GLÓRIA!

quarta-feira, 13 de junho de 2012



Atores revelam o que esconde o olhar penetrante de Joana Santos. À protagonista da novela 'Dancin"Days' agradecem a paixão com que representa.

A campainha da escola toca e anuncia o fim de mais um dia de aulas. Joana Santos ainda menina, de mochila às costas, sorri. Chegou, finalmente, a tão aguardada hora de poder ir jogar ao berlinde e brincar aos Power Rangers com os amigos do bairro. Nascida em 16 de novembro de 1985, em Lisboa, foi também "embalada" por uma brincadeira que tropeçou com o palco. Estava longe de sonhar que um dia seria estrela na televisão. Hoje, aos 26 anos, é protagonista na SIC da nova novela Dancin'Days.

Completava o ensino secundário quando foi desafiada pelos colegas de turma a aceitar o primeiro papel: imitar a professora de Português numa peça de teatro escolar. A atuação acontece e Joana Santos ouve, logo ali, os primeiros elogios. Os professores reconhecem-lhe talento e perguntam-lhe: "Joana, já pensaste em ser atriz?" Mas naquela altura Joana Santos, que se encontrava a estudar no agrupamento de Economia, tinha a cabeça muito confusa. Estava longe de imaginar que caminho profissional queria seguir. Arrastava o sonho de criança de ser arquiteta ou, quem sabe, arqueóloga, por culpa do filme Jurassic Park. Tinha no horizonte a hipótese de seguir Gestão de Empresas.

Inicia aos 14 anos os trabalhos como manequim. Desafiada pela diretora da agência de modelos onde está inscrita, Joana Santos concorre a um casting para um papel em televisão. Aos 19 anos é, então, escolhida para integrar o elenco da novela Fala-me de Amor, exibida na TVI. Interpretou Ana Luísa Parreira, uma jovem violada. Este seria o primeiro passo no seu trajeto como atriz. Em 2006 prossegue na TVI, desta vez na produção Ilha dos Amores. Em 2008 muda-se para a SIC, integrando o elenco da série juvenil Rebelde Way, uma adaptação argentina realizada pela SIC. Atílio Riccó, realizador brasileiro e coordenador de Rebelde Way, recorda a prestação de Joana Santos: "Ela sempre foi uma excelente atriz. Estava sempre disposta a fazer melhor", lembra o ator e produtor. Em 2009, na RTP1 participa na série humorística Um Lugar para Viver, no papel de Marie Pereira, e faz ainda uma participação especial na série policial Cidade Despida. Mas é em 2011 que Joana Santos ganha maior popularidade junto dos portugueses. Vê ser-lhe entregue o papel de protagonista na novela Laços de Sangue, exibida na SIC. Ao lado dos atores Diogo Morgado e Diana Chaves, dá vida à vilã Diana Silva. Excelente de tão má que é à frente das câmaras de televisão, conquista a crítica e milhares de telespectadores. Pedro Lopes, autor da novela, lembra o dia em que Joana concorreu ao casting para Laços de Sangue: "Percebemos de imediato que ela era a atriz certa. Despertou-me a sua intuição, inteligência a ler o texto". Dia após dia, Joana Santos distingue-se no plateau: "A Joana é muito focada. Tem a capacidade de perceber a personagem cena após cena. Com ela esquecemo-nos de que está a representar." 

Também a consagrada atriz Lia Gama que na trama foi Eunice, mãe da vilã Diana, elogia o profissionalismo de Joana Santos e a honestidade com que enfrenta as câmaras: "Ela é muito talentosa. Tem muita interioridade, está tudo nos olhos dela. Ela imprime muito bem as emoções das personagens." Carla Chambel, uma das responsáveis pela direção de atores da novela Laços de Sangue, enaltece o espírito de sacríficio e de total entrega que Joana Santos dá aos papéis. "Ela é uma pessoa muito disponível, ouve as indicações e é uma pessoa preocupada com a perfeição." Não há quem não lhe elogie a humildade. Jona, como se descreve a própria, tem os pés bem assentes na terra. "Ela não é nada deslumbrada com a fama e o mediatismo. É uma pessoa muito simples e muito divertida", avalia o argumentista Pedro Lopes.

Sem ter frequentado o Conservatório, Joana, que já assumiu ser mais fácil chorar do que rir à frente de uma câmara de televisão, procura ser melhor atriz. E conta Carla Chambel que ela "foge" das palavras elogiosas. "Recebe o elogio quando lhe dizemos que a cena está perfeita e agradece. Mas não é o estilo de atriz que o procura." E, de facto, Joana Santos não procura ser elogiada até porque trava, desde criança, uma dura "batalha" contra si mesma. Não suporta corar. Mais: odeia que lhe digam que está a corar. "Sim, ela cora com muita facilidade (risos)! É engraçado porque a vemos a encarnar personagens tão densas. Corar dá-lhe uma genuidade tão boa... ", conta Carla Chambel.

Fada do lar empenhada e amigável, Joana Santos tinha 22 anos quando saiu de casa. A obrigação de se "desenvencilhar" entre quatro paredes fê-la descobrir outra paixão: a cozinha. Tornou-se especialista em pratos feitos no forno. Um dia, admitiu, gostava de abrir um restaurante.Vive para já um romance à distância. Tem o namorado, Ilya Yamasaki, a trabalhar no Brasil. Herdou do pai o jeito para o desenho e da mãe o sorriso. Mestre na arte de representar, Lia Gama, de 68 anos, está certa de que Joana vai vencer com brio como atriz: "É preciso ter muito amor pela profissão. E a Joana Santos tem. Ela não quer ser vedeta, quer ser atriz."


Fonte: Noticias TV

A REFORMA OBRIGA-OS A TRABALHAR

sábado, 28 de abril de 2012

Lia Gama, Sinde Filipe e Margarida Carpinteiro

Falta de descontos no passado, afeta reforma dos atores para sobreviverem.
São muitos os atores nacionais já reformados que necessitam de continuar a trabalhar para pagar contas. Isto porque os poucos descontos feitos durante a carreira fazem com que atual mente recebam pensões, em muitos casos, inferiores a 500 euros
Em Portugal, e no final do ano passado, 84,6% dos pensionistas da Segurança Social, mais de 1,4 milhões de pessoas, recebiam menos de 500 euros de reforma. Neste lote estão, sobretudo, trabalhadores com baixa escolaridade e que exerceram profissões menos qualificadas e mais mal remuneradas. Contudo, entre a geração de reformados abaixo de 500 euros estão também caras conhecidas dos portugueses, nomeadamente atores que auferem uma pensão baixa, devido aos poucos descontos que fizeram durante a carreira, e que por isso continuam no ativo.
Lia Gama é um destes exemplos. A atriz, de 67 anos, recebe 330 euros de reforma, um valor baixo que tem uma explicação: "A minha geração descontou muito pouco, porque se ganhava mal no teatro. Éramos trabalhadores independentes e intermitentes!". Agora, e após um ano de trabalho em ‘Laços de Sangue’ (SIC), está "parada há oito meses, à espera que o telefone toque". O desabafo reflete o drama de muitos atores sem trabalho fixo, sendo que a falta de projetos os deixa "sob grande pressão". "Não é fácil viver de uma reforma de 330 euros, até porque hoje temos de ajudar os filhos e os netos. Tenho 52 anos de carreira e é difícil aguentar psicologicamente esta pressão. Há tantos canais de televisão, mas a crise parece pior do que há anos". Lia Gama conta que para sobreviver à falta de trabalho faz "como a formiga", "amealha o mais possível para viver dessas economias nos momentos de crise".
Valor idêntico de reforma tem Sinde Filipe, que não hesita em afirmar que se não tivesse "bens pessoais" não tinha "capacidade de sobrevivência". "Estou há um ano sem trabalho. Vou agora fazer teatro sozinho. Um actor sem projectos em TV vive com dificuldades". Sobre a parca reforma, recorda o colega Armando Cortez "muito exigente com os descontos" e admite que "nunca ligou muito" ao assunto. "Fui distraído e hoje a reforma é simbólica", lamenta.
Ainda há mais tempo afastada da televisão está Natalina José, uma das animadas vizinhas da série da SIC ‘Aqui Não Há Quem Viva’, que começou a ser exibida em 2006, e que foi o seu último trabalho em televisão. Dos 363,80 euros que recebe de reforma paga a renda da casa e as despesas. "Às vezes é difícil. Quando estou mais aflita para pagar a renda vale-me a minha filha e a minha poupança, que um dia destes desaparece", diz. Sobre os descontos que fez, e outros que não foram entregues ao Estado, Natalina José frisa: "Nós descontávamos, mas os empresários ficavam com o dinheiro, em vez de o entregarem à Caixa de Previdência. Só mais tarde é que descobrimos", revela.
O uso do dinheiro dos descontos dos atores, por parte de empresários, para outros fins, é confirmado por Margarida Carpinteiro. "No meu caso, nem sei se descontava nos primeiros anos. Depois descontei e as contribuições não foram entregues à Segurança Social. Hoje não tenho direito a baixa, nem subsídios. Por acaso tenho saúde, posso trabalhar, e trabalho não falta... senão estaria muito mal como alguns colegas". No entanto, a atriz faz questão de sublinhar que o valor das reformas dos atores reflete o facto de a profissão "nunca ter sido levada a sério".
Com uma reforma de 400 euros, Irene Cruz trabalha "desde os 15 anos", e também se queixa de muitos dos descontos que efetuou "terem sido retidos por empresários".
Aos 82 anos, Camilo de Oliveira diz que os seus 750 euros de reforma servem para "pagar uma sandes e a gasolina". Para custear as restantes despesas, o ator vai fazendo espetáculos pelo País. "Não estou parado. Tenho os sábados e domingos ocupados. Se compensa? Se não compensasse não aceitava, porque hoje em dia andar na estrada é mau".



Ainda assim, nem todos os atores passam pelas dificuldades vividas por muitos dos seus pares. Circunstâncias laborais favoráveis, em alguns casos, e uma maior consciência da necessidade de descontar, permitem a alguns viverem com maior comodidade financeira.


É o caso de Ruy de Carvalho, reformado há 20 anos, que conta que "toda a vida" descontou, mesmo depois "dos 65 anos". "Trabalho por fora, desconto e ainda dou muito dinheiro a ganhar ao Estado através do IRS. Há muitas pessoas em má situação porque não descontaram, umas porque não podiam, outras porque não queriam. Eu tive sempre o cuidado de verificar se os descontos estavam a ser efetuados. Acredito que hoje em dia há gente que trabalha em televisão e não desconta...", diz o ator que trabalhou vários anos no Teatro Nacional.
O mesmo sucedeu com Lourdes Norberto, que recebe hoje 1700 euros. "Este valor vai ser corrigido com a nova medida do Governo que penaliza as reformas acima dos 1500 euros", adverte a atriz que trabalhou 60 anos no Teatro D. Maria II. Lourdes Norberto está, no entanto, inconsolável por ter sido esquecida pela TV. "Apagaram-me com uma borracha!", desabafa.
Também Catarina Avelar passou pelo Teatro Nacional, onde "os descontos eram levados a sério". "Depois de 47 anos de contribuições deixei o teatro e, porque ainda não tinha 65 anos, fui à Segurança Social pagar o que faltava até atingir essa idade", conta a atriz, que integra atualmente o elenco de ‘Dancin’ Days’ na SIC.


Fonte: Correio da Manhã

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